Comparativo de ciclos: JAN26 a SET26

Os cinco lançamentos de 2026 medidos na mesma régua, para separar o que a mídia entrega do que a página, a oferta e o checkout entregam. O custo por visita está no melhor patamar da série histórica, e a conversão da visita em ingresso está no pior. As duas afirmações são do mesmo dado e explicam, juntas, todo o CPA de hoje.

Documento gerado em 05/09/2026 com dados até o fechamento parcial do dia.

Como foi medido

Nada aqui depende de mudança de critério entre um ciclo e outro.

Duas ressalvas que valem para a leitura inteira. O SET26 é parcial: 5 dias de 19, e a curva deste lançamento concentra venda na reta final. E no JAN26 metade da mídia rodou numa conta de parceiro que não passa por esta conta de anúncios, então o CPA daquele ciclo aparece mais baixo do que foi.

O que a operação de mídia entrega

Três termos da tabela, para leitura rápida. CTR no link é o percentual de quem vê o anúncio e clica nele. Connect rate é o percentual desses cliques que realmente chega a carregar a página. Custo por visita é quanto custa cada pessoa que efetivamente chegou na página, já descontados os cliques perdidos no caminho, e por isso é diferente de custo por clique.

Ciclo Janela Investido CPM CTR no link Connect rate Custo por visita
JAN26 05/01 a 24/01 21.994 46,45 0,84% 76,1% 7,28
MAR26 25/03 a 11/04 28.734 43,99 0,69% 71,9% 8,93
JUN26 03/06 a 20/06 16.308 44,28 0,88% 75,5% 6,65
JUL26 14/07 a 01/08 45.960 50,63 0,86% 72,0% 8,18
SET26 01/09 a 05/09 6.241 51,88 1,17% 80,1% 5,55

O CTR de 1,17% é 33% maior que o melhor ciclo anterior. O connect rate de 80,1% é o mais alto já registrado na conta e está acima da referência de 75%. E o custo por visita, que é o número que a mídia efetivamente controla, está 17% abaixo do JUN26 e 32% abaixo do JUL26.

O CPM subiu 12% sobre a média histórica, ou seja, cada mil impressões custa mais caro do que custava. Ainda assim, CTR e connect rate melhoraram mais do que o CPM subiu, e o resultado líquido é a visita mais barata da série.

O que a página, a oferta e o checkout entregam

Ciclo Visitas Ingressos CPA por ingresso Visita que virou ingresso Aceitação da oferta adicional
JAN26 3.021 558 39,42 18,47% n/d
MAR26 3.219 315 91,22 9,79% 34,0%
JUN26 2.452 232 70,29 9,46% 30,6%
JUL26 5.618 362 126,96 6,44% 24,0%
SET26 1.125 54 115,58 4,80% 13,0%

A conversão da visita em ingresso é a métrica mais honesta do conjunto: ela não passa por evento nenhum do pixel do Meta, que é o código que registra o que acontece nas páginas. É visita medida pelo Meta contra venda paga na plataforma. Ela caiu pela metade desde o JUN26.

Importante para não errar o alvo: a queda não começou neste ciclo. O JUL26 já tinha convertido 6,44% e fechado com CPA de R$ 126,96, o mais alto da série. O SET26 está melhor que o JUL26 em CPA, custo por visita, CTR e connect, e pior em conversão.

De onde vem o CPA de hoje

O CPA é uma divisão simples: custo por visita dividido pela conversão. Cada metade tem um dono diferente. Saindo do JUN26, que fechou em R$ 70,29, e chegando aos R$ 115,58 de hoje:

Fator Dono Efeito no CPA Se só ele tivesse mudado
Custo por visita, de 6,65 para 5,55 mídia −R$ 11,63 CPA de 58,66
Conversão, de 9,46% para 4,80% página, oferta e checkout +R$ 68,25 CPA de 138,54

A mídia está devolvendo R$ 11,63 por ingresso. A outra metade do funil está cobrando R$ 68,25. Se a conversão tivesse ficado onde estava, o CPA de hoje seria R$ 58,66, o melhor da história da conta.

O que mudou dentro do funil

O funil por etapa, sempre pelos eventos do pixel, que saem todos do checkout da Hubla:

Ciclo Visita que abriu o checkout Abriu e começou a preencher Preencheu e comprou
JAN26 16,6% 89,0% 71,7%
MAR26 33,7% 47,7% 77,8%
JUN26 28,2% 46,5% 74,2%
JUL26 16,7% 48,6% 73,5%
SET26 26,9% 26,1% 57,0%

A chegada ao checkout está normal, em linha com MAR26 e JUN26. O que quebrou é o que acontece depois de abrir a tela de pagamento, e são duas etapas que caíram ao mesmo tempo.

Um pedaço disso parece mudança de arquitetura, não piora de comportamento. Até o ciclo passado existia um pré-checkout: a pessoa deixava nome, email e telefone ainda na página, e só então seguia para o pagamento já preenchido. O filtro acontecia antes. Hoje todo clique no botão cai direto no checkout, então o evento de abertura passou a contar também quem só foi olhar, e o preenchimento virou trabalho da pessoa na tela de pagamento. Comparar essa etapa entre ciclos com e sem pré-checkout não é comparar a mesma coisa.

Outro pedaço é efeito real, e tem um número que não depende do pixel: a aceitação da oferta adicional que aparece no checkout caiu de 34%, 30,6% e 24% nos três ciclos anteriores para 13% agora. O preço não mudou: o ingresso continua a R$ 37 e o combo com a oferta adicional continua a R$ 84 em todos os ciclos, no mesmo lugar da tela, logo acima do botão de pagar. O que muda de um ciclo para o outro é como essa oferta é apresentada. A hipótese a testar, portanto, é o texto e a apresentação dela.

O plano, com dono

Do meu lado, nas próximas 48 horas

Do lado da página e do checkout

Fora do ciclo, depois do dia 19

Simulação, para dimensionar

Um cálculo para dimensionar o quanto o checkout pesa no CPA de hoje. Se a taxa de quem abre o checkout e começa a preencher voltasse aos 47% dos três ciclos anteriores, com os mesmos 56 checkouts abertos de hoje seriam 26 preenchimentos em vez de 14. Mantida a taxa de fechamento atual, daria algo em torno de 15 ingressos por dia contra os 7 de hoje, e o CPA sairia da casa dos R$ 115 para perto de R$ 55, que é o patamar do JUN26.

É simulação apoiada nos números dos próprios ciclos anteriores, não é previsão, e serve para ordenar prioridade, não para prometer resultado.